22 abril 2009

o rato e o elefante

la fontaine



É muito comum na França julgar-se,qualquer,uma personagem: aí o indivíduo alardeia fidalguia,quando as mais das vezes não passa de um burguês.É particularmente um defeito francês;a tola vaidade nos é peculiar;os Espanhóis são vaidosos, porém ,de outra maneira: seu orgulho me parece em outra palavra,muito mais insensato,mas não tão tolos.Demos algum exemplo do nosso,que certamente vale bem por um outro.Certo rato dos mais pequenos via um elefante dos mais corpulentos e mofava do andar pachorrento do animal de alto porte,que caminhava com importante equipamento.Sobre esse animal de três andares,iam em perigrinação uma sultana de renome, seu cão,seu gato,sua macaca,seu papagaio,sua aia e toda sua ucharia.
O rato admirava-se de que o povo se espantasse ver esta pesada massa:- Como se tornassemos mais importantes por ocuparmos maior ou menor espaço- dizia ele.Mas o que é que vós outros, os homens, admirais nele? Será esse corpanzil que mete medo às crianças?Nós,como sermos pequenos,não nos reputamos,nem um grão,menores que os elefantes.Mais ele teria dito,porém o gato,saindo de sua casinhola,fez-lhe ver que um rato não é um elefante.

le rat et l'élephant

Nota: esta fábula foi retirada deste livro da foto, de autoria do Senhor de La Fontaine e traduzida do original francês pelo Luis Antônio dos Santos, lá pelos idos de 1926...

Um comentário:

Marcelo Viana disse...

Muito maneiro César!!!
A postagem ficou show com o livro das fábulas do La Fontaine.
Bela criatividade, meu amigão.
Abração